30 de maio de 2009, 9:00
por Lauro Mesquita, dO blog do Guaciara
A crise na imprensa continua a mil por hora. Parece que depois de alguns anos de coma induzido, o primeiro jornalão a cair duro pode ser a Gazeta Mercantil. O negócio ainda sobreviveu com doses do dinheiro e da influência do empresário Nelson Tanure.
Tanure gosta de investir em negócios falidos, como o Jornal do Brasil e a Editora Peixes. Pelo jeito também tem gosto pela telefonia celular. Mas, nem ele e nem o antigo dono, Luiz Fernando Levy, mostram a mesma vontade na hora de pagar as dívidas de seus negócios.
A Gazeta se atolou em dívidas que nenhum dos proprietários quer pagar. Débito de rico brasileiro é bicho solto mesmo, nunca tem dono. Se bobear, vira responsabilidade do Ibama ou de algum outro órgão governamental que cuida de espécies abandonadas. O Gabeira que gosta de rico e do Verde bem que podia dar uma força nessa questão.
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Postado por Flavia, armazenado em Imprensa
30 de maio de 2009, 0:17
Já está sendo organizada a Comissão Organizadora deverá aprovar os eixos temáticos e elaborar o documento-referência que norteará os debates, além de formular a proposta de regimento interno da Confecom.
A CO se dividirá em três subcomissões: infraestrutura e logística; metodologia e sistematização; e divulgação.
(do site do Ministério das Comunicações)
Farão parte da comissão, representando o poder público, representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos Ministérios das Comunicações, da Ciência e Tecnologia, da Cultura, da Educação e da Justiça; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; da Secretaria-Geral da Presidência da República; do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.
Da sociedade Civil, farão parte as seguintes entidades: ABCCom – Associação Brasileira de Canais Comunitários; Abepec – Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais; Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão; Abra – Associação Brasileira de Radiodifusores; Abraço – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária; ABranet – Associação Brasileira de Provedores Internet; ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura; .ADJORI BRASIL – Associação dos Jornais e revistas do interior do Brasil; Aner – Associação Nacional de Editores de Revistas; ANJ – Associação Nacional de Jornais; CUT – Central Única dos Trabalhadores; Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas; Fitert – Federação Interestadual dos Trabalhadores de Empresas de Radiodifusão e Televisão; FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; e Telebrasil – Associação Brasileira de Telecomunicações.
(do site TeleSíntese)(em negrito a sociedade civil empresarial, pelo menos o que pude identificar de primeira olhada, aceita-se correções)
29 de maio de 2009, 21:08
Acontece em Brasília nos dias 30 e 31 de maio o I Seminário Nacional de Formação Pró-Conferência de Comunicação.
O evento reunirá representantes de 23 Comissões Estaduais Pró Conferência, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir temas referentes à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 2, 3 e 4 de dezembro. A proposta central do Seminário é socializar de forma didática alguns dos temas que serão debatidos na Confecom, buscando qualificar a participação dos movimentos sociais nas etapas preparatórias e eletivas da Conferência. Continue lendo →
Postado por Flavia, armazenado em Brasília
29 de maio de 2009, 15:16
Há neste Brasilzão que deus criou uma porção gorda de localidades onde a internet não chega. E essa localidade pode estar aí do lado. Há, por exemplo, na Cidade da Garoa, que deve ser a mais bem servida de net, localidades onde ela não chega. Isso a despeito de toda uma regulamentação da Anatel que obrigaria as empresas de cabo e teles, também aquelas que operam a internet por ondas de rádio a expandir seu sistema para os lugarejos não beneficiados pelos serviços e a fazer pacotes mais baratos para regiões carentes, se não me engano. Regras que ao longo dos anos ainda não foram cumpridas. A Anatel, organização estatal, que nos moldes das reguladoras bretãs, criadas nas privatizações dos anos 80 para servir de reguladoras dos mercado privatizado (o que segundo eles só traria benefícios a uma nova “cidadania de acionistas”), serviria para impor estas regulamentações, mas ao meu ver, esta é mais uma farsa que realidade.
Estamos, assim, nessa situação. O ar, por onde circulam as ondas de telefonia, os sinais de satélite que chega aos cabos, aquele sistema do qual você se serve, meu amigo internauta, para ler estas linhas, o que ele é? Concessão. Pois ele é, como o subsolo, patrimônio nacional, uma categoria de coisas que não entra num conceito do que pode ser privado, Por uma questão até de definição: como lançar no ar as medidas de um terreno que se tornará posse privada? Ele é, portanto, mais que um terreno do Estado, num nível maior de abstração, ele é patrimônio público. Para aqueles que se servem deste patrimônio, cabe o conceito de concessão, e não cabe o conceito de propriedade privada.
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29 de maio de 2009, 13:12
por Eduardo Prado, blog Conversa de Bar
Faz pouco mais de um mês que o Presidente Lula convocou a I Conferência Nacional de Comunicação do país, a CONFECOM, a ser realizada entre 1 e 3 de Dezembro, em Brasília. Uma vitória dos vários movimentos socais que vem lutando por isso há anos. Desde então venho acompanho as pesquisas que a Flávia, do Algodão Hidrófilo, vem fazendo sobre as demandas que deram origem a Conferência e, principalmente, sobre como pessoas comuns, que não são filiadas a partidos políticos nem integram ONGs, poderiam participar ou ao menos ficarem informadas sobre as discussões em torno dela. Suas pesquisas resultaram no Liberdade de Expressão”, um blog aberto a colaboração de todos aqueles que se interessam pela democratização dos meios de comunicação: Televisão, rádio, internet, telecomunicações, cinema, mídia impressa e mercado editorial.
A atual lei de radiodifusão é de 1962 e a de telecomunicações, de 1995. De lá pra cá novas tecnologias surgiram e a sociedade brasileira mudou muito. Os movimentos sociais cresceram e ganharam importância, mas não são representados adequadamente pelas grandes redes de comunicação, pelo contrario, muitas vezes são retratados de forma preconceituosa e até como criminosos. Esta é a oportunidade para discutirmos as políticas públicas para o setor, apontar suas falhas e propor mudanças. O atual modelo é marcado pela concentração dos meios de comunicação em poder de poucos grupos. Isso precisa ser revisto. Não faz sentido que um país com as dimensões do Brasil, com uma rica diversidade humana, cultural e religiosa seja tão pobremente representado pela mídia.
O acesso a informação é um direito fundamental à realização da democracia, por isso é preocupante que a repercussão da convocação da I Conferência Nacional de Comunicação tenha sido minimizada pela imprensa. Se esta postura se mantiver caberá mais uma vez à blogs como o Liberdade e aos fóruns da Internet informar sobre a conferência e mobilizar a sociedade civil, organizada ou não, para que essa oportunidade não se perca.
29 de maio de 2009, 1:38

O evento passou por cima de outro que estava sendo preparado pelo depto de Comunicação da PUC. O CA de estudantes de Comunicação está preparando intervenções contrárias, como cartazes feitos ao mesmo estilo que os da Globo-PUC, só que estes, dizendo outras coisas. Espero que alguém publique fotos.
29 de maio de 2009, 1:03
Por Carlos Alberto de Souza no blog Sofismando em 28 de maio de 2009.
Eu adicionaria o subtítulo, um post provocativo. Ele me provocou um comentário imenso, que no entanto, não vou postar (não já). Agradecemos a Carlos Alberto por mandar este post aqui pro Liberdade.
Mais Valia
O sem censura é um dos poucos programas da televisão brasileira que ainda vale a pena assistir. Pena que é transmitido em um horário onde a grande maioria da população brasileira não consegue ver (segunda a sexta,16h). Sendo assim, temos que ficar com os trechos postados no youtube, pelo menos é o que eu faço.
Bem, num destes programas deparei-me com a fantástica explicação do consultor Waldez Ludwig para o mercado de trabalho. Conceito de funcionário exemplar, retrato do funcionário padrão, obsessão por formações e MBA’s, plano de carreira e o mais importante, qual é o maior bem que uma empresa pode ter.
De verdade, o vídeo é uma verdadeira aula. Eu poderia resumir os tópicos mais importantes aqui, e facilitar a vida de vocês, mas não vou resumir nada. A quem interessar possa:
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28 de maio de 2009, 23:29
Por Hugo Alburquerque no Descurvo em 28 de maio de 2009.
Este blog apoia a CONFECOM, a I Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo Presidente Lula e que será realizada em Dezembro. Suas origens repousam nas lutas dos movimentos sociais contra a estrutura midiática oligopolizada desse Brasil varonil que habitamos – como melhor explicam a Flávia Brites no blog que ela montou sobre a CONFECOM, o Liberdade de Expressão e o nosso amigo Eduardo Prado no seu Conversa de Bar.
Como já foi externado reiteradas vezes aqui n’O Descurvo, a questão da Mídia é nevrálgica no mundo contemporâneo; vivemos numa época onde a produção se desmaterializa e o capitalismo financeiro, como expõe a atual Crise Mundial, está em vias de extinção. Em seu lugar, está se estabelecendo uma nova era, onde o dado informacional ganha cada vez mais valor em si mesmo; informação está deixando de ser meio para o poder para ser poder em si; o dado monetário se informatiza e a diferença entre os dinheiro e informação se estreita cada vez mais, suscitando uma convergência logo ali na frente.
Quando vemos casos como o de Daniel Dantas, estamos diante desse fenômeno; antes mesmo da batalha por corações e mentes disputada na Mídia, a briga anterior era a de um banqueiro fazendo uso de uma estratégica “agressiva” para conquistar terreno na Mídia. Dantas pode ser muitas coisas, mas burro, ele não é mesmo, muito pelo contrário: DD viu essa convergência no horizonte e resolveu chegar lá primeiro, não importando como.
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28 de maio de 2009, 21:32
Nós também achamos. Mas o Paulo está trabalhando com um template melhor, e logo esperamos estar mais legíveis.
[Atualização do Paulo] Layout PressRow usado pela Maria Frô, adaptado por mim de madrugada e absolutamente CopyLeft. Se quiser, avise que mando os arquivos. Os erros eu vou arrumando quando der!
28 de maio de 2009, 21:28
Então, a reunião Pró-Confecom de São Paulo, que foi ontem, 20hs na Câmara. Sinto não ter a velocidade informativa da Reuters pra ter dito neste blog antes, pois acho importante compartilhar informações deste tipo, desculpem todos.
Mas finalmente fiz primeiro contato, levei o informe de que existe este esforço pela Confecom, e ouvi com todo cuidado.
Há zilhões de coisas que não entendo, apesar de entender que dizem respeito a todos os esforços que vêm sendo acumulados não só para que cada comissão local possa entrar em acordo internamente, como a nivel regional e nacional, para se entrar em acordo sobre o que deverá ser defendido pelos representantes do “resto” da sociedade civil na CO (a comissão de organização da Confecom, que já existe, já tá negociando, e que votará as regras sob as quais estará a Confecom em dezembro)
Deixa eu explicar – é uma corrida contra o tempo. Continue lendo →