O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse dia 26 em Porto Alegre, no 10 Fórum Internacional Software Livre – fisl10 – que no governo dele é proibido proibir. A frase de Lula foi uma referência ao projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, que propõe vigilância na internet. Continue lendo →
Um dia quem sabe poderemos ter isso em nossas rádios, a defesa de teses, a apresentação ao vivo de palestras, como ocorre em radios canadenses e francesas. A cultura ao alcance de todos por termos mídias de interesse social.
CONVITE
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação convida a comunidade acadêmica da UERJ e o público em geral para assistirem à Defesa Pública de Dissertação da mestranda HELEN PEREIRA FERREIRA.
Título do trabalho: SERVIÇO DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA: METAMORFOSE E SINGULARIDADE.
Data: 17 de junho de 2009 às 17:00 horas no estúdio da Rádio Comunitária Kaxinawá (UERJ/FEBF). Ao vivo na rádio Kaxinawá
Não, eu não estou ironizando o título do nosso blog, mas sim o lamentável seminário homônimo realizado na PUC de São Paulo nos fins de Maio que, ironia das ironias, contava com a presença do pessoal das Organizações Globo. Numa semana tão chocante para o Movimento Estudantil, temos mais um ponto para refletir. Vai aqui um texto do meu grande amigo Aldo Sauda que esteve lá:
Liberdade de expressão?
De todos os trabalhos de George Orwell, “Política e a Língua Inglesa”, escrito em 1946, é certamente uma de suas obras mais interessantes. Nela, Orwell discutia a forma com que palavras como ‘democracia’ ou ‘socialismo’ eram gravemente distorcidas por seus usuários, ao ponto de perderem qualquer nexo com a realidade. “Palavras deste tipo são conscientemente usadas com o intuito de se enganar”, nos lembra Orwell “as pessoas que as usam tem sua definição particular, mais induzem sua platéia a acreditar que queiram dizer algo bastante diferente”. Certamente o termo “liberdade de expressão” se encaixaria em sua crítica, mais talvez até o próprio Orwell se espantaria com os seminário ocorrido no Tucarena, dia 25 de maio. O evento, com o curioso nome “mídia e liberdade de expressão”, era organizado pelo maior conglomerado de mídia do país e principal força na luta contra a democratização dos meios de comunicação, a Rede Globo.
É muito fácil dar razão aqueles que só assistem as notícias perturbardoras que passam no SPTV: privilegiados por um sistema de ensino universitário que supostamente exclui os menos validos param a universidade e o trânsito próximo à Cidade Universitária “lutando” por melhores salários, pela readmissão de um funcionário e pela manutenção de seus benefícios… baderneiros, enfim, que se valem de um discurso ultrapassado e travestido de contemporaneidade através da adição da palavra GLOBAL ao velho jargão: VIVA A REVOLUÇÃO DOS TRABALHADORES!
O discurso faz tão pouco sentido para aqueles que vêem o jornal televisivo quanto para aqueles que se sentam nas cadeiras da FFLCH (supostamente a unidade menos conservadora da USP). Há muito nos ensinaram que a revolução foi estancada. Num mundo em que os estudantes universitários nasceram na década de 1990, a “revolução” virou um capítulo a mais nos livros de história e sociologia. Simplesmente a coisa toda não convence quase ninguém.
O amigo @arlesophia levantou uma questão central em seu último post no Arlesophia: os setores conservadores da sociedade brasileira, acostumados ao controle da informação, pretendem com o AI5 Digital do senador Azeredo impor controle as vertentes de informação aberta da rede, que constantemente tem furado o bloqueio da formação de opinião da mídia conservadora.
Até a rede se afirmar como veículo alternativo e realmente aberto, com a premissa básica do confronto de idéias, as TVs, rádios e os jornais, muitos deles dominados por políticos da direita brasileira, principalmente no Norte e Nordeste, estavam (e continuam) com o pretenso discurso da democracia da comunicação via grande imprensa para, com seus metódos de comunicação manipuladora, achatar os movimentos socias, colocando-os quase sempre em posição de embate com a população brasileira, que, se estiver diante dos argumentos de todos, sem filtro, poderá ponderar muito bem se o que diz a Folha ou a Globo é realmente verdade. Continue lendo →