Armazenados em Imprensa

30 de maio de 2009, 9:00

Sob Risco de Extinção

por Lauro Mesquita, dO blog do Guaciara

A crise na imprensa continua a mil por hora. Parece que depois de alguns anos de coma induzido, o primeiro jornalão a cair duro pode ser a Gazeta Mercantil. O negócio ainda sobreviveu com doses do dinheiro e da influência do empresário Nelson Tanure.

Tanure gosta de investir em negócios falidos, como o Jornal do Brasil e a Editora Peixes. Pelo jeito também tem gosto pela telefonia celular. Mas, nem ele e nem o antigo dono, Luiz Fernando Levy, mostram a mesma vontade na hora de pagar as dívidas de seus negócios.

A Gazeta se atolou em dívidas que nenhum dos proprietários quer pagar. Débito de rico brasileiro é bicho solto mesmo, nunca tem dono. Se bobear, vira responsabilidade do Ibama ou de algum outro órgão governamental que cuida de espécies abandonadas. O Gabeira que gosta de rico e do Verde bem que podia dar uma força nessa questão.

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26 de maio de 2009, 21:13

Lei de Imprensa agora só para a internet

Por Jurandir Paulo no AbundaCanalha, em 1 de Abril de 2009.

O STF deve decidir hoje pelo fim da Lei de Imprensa, pedido do deputado Miro Teixeira, notório lobista do cartel da mídia. A lei é do tempo da ditadura e previa em alguns casos punições mais graves do que no Código Penal. Que vá. Mas o interessante é que sem a lei, a mídia continuará, talvez agora ainda com mais empenho, propondo a regulamentação da internet, via o projeto do tucano Eduardo Azeredo. Quer dizer, lei só contra a concorrência, que cresce e afeta seus negócios. Pesquisa divulgada na última sexta pela agência Reuters explica o motivo.

Enquanto isso, na Inglaterra, com quatro séculos de jornalismo, o site do The Guardian resolveu brincar no primeiro de abril com a notícia que seu jornal em papel passará a ser produzido apenas no Twitter. Foram pesados os comentários, com frases como “já vão tarde”, “árvores serão salvas”, “aproveitem para demitir os jornalistas”. Parece que faz sentido a pesquisa publicada no mesmo Guardian, onde jornalistas estão nas categorias menos confiáveis, com apenas 3%, quase rebaixados para o segundo turno, junto com os banqueiros, com 2%.